Essa semana trouxe temperaturas atípicas para o inverno e boa parte do Brasil está em alerta; Separamos dicas para proteger o seu carro do calor e do clima seco
O verão veio com tudo neste ano, com direito a uma onda de calor com potencial de fazer com que cidades brasileiras alcancem recordes históricos de temperatura. É bom ficar na sombra, no ar-condicionado e se manter hidratado, mas seu carro também precisa de atenção.
Como proteger seu carro do sol forte?
Todo mundo sabe que deixar o carro exposto ao sol é prejudicial à pintura. Mas, devido à falta de uma garagem coberta, muitos não têm outra opção e recorrem a soluções que ajudam a amenizar esse desgaste. A mais comum e óbvia é a capa.
Elas são muito eficientes, afinal, cobrem todo o veículo contra os raios solares, protegendo não só a pintura, mas também evitando que o sol desgaste o acabamento interno, como tecidos e couro. No entanto, não se trata de cobrir o carro com qualquer material.
Evite capas de PVC ou polipropileno, pois protegem menos e tendem a se desgastar e até esfarelar com mais facilidade. As ideais são feitas de polietileno especial texturizado, mais caras, mas muito mais eficazes. Escolha também um modelo que cubra seu carro completamente e que tenha um cabo de aço preso por um pequeno cadeado. Este item evita que a capa seja roubada ou que voe devido ao vento.
Ela também deve ter um pequeno balão inflável, colocado entre a capa e o capô, para facilitar a ventilação. Ao colocar a capa, certifique-se de que o motor esteja frio e que nem ele nem a pintura estejam molhados. Em caso de uso indevido, a umidade pode ficar presa e acabar causando manchas na lataria.
Alguns produtos também ajudam a proteger a pintura, em particular, a cera automotiva. Ao contrário do polimento, que não protege e só dá brilho à lataria, a cera ajuda a reduzir os danos causados pelo sol. Além disso, o processo é muito mais simples, não exige o uso de equipamentos e pode ser feito em casa.
Quem deseja um nível extra de proteção pode optar pelos processos de cristalização e vitrificação. Ambos precisam ser feitos por profissionais e oferecem um maior nível de proteção contra o sol. A principal diferença está no tempo de ‘validade’: o primeiro pode proteger seu carro por cerca de três meses, enquanto o segundo é mais complexo e dura até três anos.
E o motor também sofre?
No caso do motor, é preciso estar atento à sua temperatura. A razão é clara: se estiver mais quente, ele tende a aquecer mais. Por isso, é importante verificar sempre o seu nível para garantir o pleno funcionamento do motor. Também é preciso estar atento ao óleo lubrificante. Além de alterar sua viscosidade, o calor pode evaporar alguns componentes voláteis, o que também fará com que seu consumo aumente. Portanto, fique sempre atento ao nível e certifique-se de usar o óleo ideal de acordo com as recomendações do fabricante do seu carro.
O calor também interfere no consumo do carro. Quando a temperatura ambiente aumenta, a densidade do ar cai, exigindo menos gasolina para a combustão completa. Assim, o carro tende a ser mais econômico, pois essa relação é controlada eletronicamente pela unidade de controle eletrônico (ECU), que garante que essa proporção não varie. Marginalmente, há também outros fatores que podem contribuir para a redução do consumo. A pressão dos pneus aumenta 1% a cada 6 graus Celsius, o que reduz o atrito de rolamento. O motor também atingirá sua temperatura normal de trabalho mais rapidamente e o arrasto aerodinâmico do veículo diminui, devido à menor densidade do ar quente. Mas o desempenho tende a ser menor.
Consumo e ar condicionado
Neste caso, não há escapatória. Quem quiser fazer uma viagem mais confortável terá que ligar o ar condicionado e, consequentemente, acabará gastando mais combustível do que em um dia mais fresco. Mas existem dicas que podem ajudar a amenizar esse problema. Por exemplo, em vez de entrar no carro e ligar imediatamente o ar no máximo, primeiro abra as portas e janelas e deixe o ‘bafo’ quente ir embora.
Ande alguns metros com todos os vidros abertos para expulsar esse ar quente mais rapidamente. Só então feche os vidros e ligue o ar. Você pode até colocar no automático para acelerar o processo, mas não se esqueça de fechar a entrada de ar externo, para que o resfriamento da cabine seja mais rápido. Outra dica válida é direcionar as saídas de ar para cima, isso ajuda a resfriar toda a cabine, atingindo a segunda fileira.
Quando a temperatura interna já estiver mais amena, você pode reduzir a potência do ar para economizar combustível. Se a viagem for curta, tudo bem deixar apenas a circulação interna, mas se você for passar longos períodos dentro do carro, não se esqueça de abrir o ar externo para que o acúmulo de CO2 não cause sonolência.